Deslocações para Portugal no Mercado Emissor do Reino Unido



Este post é o quarto de uma série de oito (I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII) sobre a Procura pela Oferta de Turismo de Portugal no Mercado Emissor do Reino Unido com base no International Passenger Survey (Aqui). A série de posts encerra com uma Síntese e a edição PDF da versão adaptada de todos os posts, ambas a publicar brevemente. Sugerimos a leitura prévia da Introdução à Série (I).

 

O leitor deve estar informado sobre os Princípios Gerais do blogue (Princípios).

No presente post observamos o padrão as deslocações para Portugal, a quota de mercado e estadia/despesa médias durante as deslocações. No final, listamos indicadores do IPS que permitem análise mais fina da procura de residentes no Reino Unido pela oferta de turismo de Portugal.

 

*Deslocações Para Portugal – Um Padrão Diferente
Em 2013 no mercado do Reino Unido, Portugal representa 2.111k deslocações (3,6% de quota), 19.486k dormidas (3,2%) e £1.222k de despesa (3,5%).

O gráfico 3.1 ilustra o padrão de evolução entre 1999/2013 das deslocações para Portugal, por todos os motivos e em meios de transporte. Dada a diferença de escala entre o total de deslocações do mercado e as com destino a Portugal, só podemos comparar os índices [Gráfico 3.2]. No gráfico 3.1 destacamos o crescimento do número de deslocações

-em 29,3% entre 2006 e 2008, a ritmo atípico com crescimento de 1.037k para 2.531k,

- de 1,1% entre 2012 e 2013, de 1.900k para 2.111k, valor ainda abaixo do  de 2007.

Gráfico 3.1 – Deslocações de residentes no Reino Unido para Portugal
(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 3.2 ilustra o índice de deslocações do mercado e para Portugal. O índice das deslocações para Portugal

-cresce entre 1999/2008, mas entre 2006 e 2008 cresce a ritmo superior ao do total do mercado que estabiliza,

-cai 26% entre 2008/2009, acima dos 15% do mercado, quase que ‘a corrigir’ o crescimento atípico entre 2006 e 2008,

-entre 2009/2013 cresce 16,9%, em contraste com a estabilidade do mercado.

Gráfico 3.2 – Índice das deslocações do mercado e para Portugal
(1999=100)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

*Quota de mercado e estadia/despesa médias durante deslocações
O gráfico 3.3 ilustra a evolução da quota do destino Portugal no total de deslocações do mercado. O valor da quota deve ser comparado com o da quota de deslocações no segmento Europa, Holiday, Avião [ver gráfico 4.3].   

Gráfico 3.3 – Quota de mercado de Portugal no total de deslocações
(percentagem)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 3.4 mostra a evolução da estadia média entre 1999/2013 das deslocações da totalidade do mercado e para Portugal. A comparação parece não ter interesse relevante. Relembramos que o IPS disponibiliza informação [Table 5,06] que permite aprofundar a análise da estadia média.

Gráfico 3.4 – Destino Portugal e mercado – estadia média
(Dormidas)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 3.5 ilustra a evolução a preços correntes da despesa média por deslocação na totalidade do mercado e para Portugal. Entre 1999/2013, a despesa média por deslocação para o destino Portugal é inferior à do mercado, com alguma recuperação a partir de 2011. 

Gráfico 3.5 – Destino Portugal e Mercado – despesa média
(Libras)


Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

 
*IPS - Outros indicadores do por país
Listamos outros indicadores que o International Passenger Survey disponibiliza, com detalhe por país:

-5,05 – Average stay, spend per visit and spend per day: by purpose of visit and main country visited 2013,

-5,06 – Visits and spending abroad: by length of stay and main country visited,

 -5,07 – Number of visits abroad: by UK port used and main country visited,

-5,08 – Number of visits abroad: by type of vehicle used and main country visited,

-5,09 –Visits and spending abroad: by sex and purpose of visit and main country visited,

-5,10 –Visits and spending abroad: by age group and main country visited,

-5,11 – Number of visits abroad: by purpose of visit, nationality and main country visited,

-5,12 – Visits and spending abroad: by UK region of residence and main country visited.  

Votos de Bom Trabalho.

 

A Bem da Nação

Lisboa 10 de Novembro de 2014

Sérgio Palma Brito

Mercado Emissor do Reino Unido – Notas Sobre Package Holiday


Este post é o terceiro de uma série de oito(I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII) sobre a Procura pela Oferta de Turismo de Portugal no Mercado Emissor do Reino Unido com base no International Passenger Survey (Aqui
). A série de posts encerra com uma Síntese e PDF da versão adaptada de todos os posts, ambas a publicar brevemente. Sugerimos leitura prévia da Introdução à Série ( I).
 

O leitor deve estar informado sobre os Princípios Gerais do blogue (Princípios).

O presente post completa o post anterior sobre o Enquadramento do Mercado do Reino Unido e é consagrado às deslocações de package holiday. Sugerimos a consulta dos posts sobre Modelo de Negócio de Package Holiday e sobre a Transformação Estrutural do Mercado Europeu da Viagem de Lazer (Package Transformação).

No presente post descrevemos as deslocações em package holiday

-no total de deslocações por holiday do mercado, e

-no segmento das deslocações para a Europa, por holiday, e em avião.

 

Introdução

O gráfico 2.1 mostra que nas 58.057 deslocações do mercado, temos

-37.603 deslocações em holiday, das quais 15.465 em package holiday,

-23.677 deslocações por holiday, Europa e avião, das quais 9.955 em package holiday.

Gráfico 2.1 – Segmentos de deslocações (2013)

(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

 

2.1.Deslocações em package no total de deslocações Holiday

Os gráficos 2.2 e 2.3 ilustram, em quantidade e em índice, a evolução das deslocações em package no total das deslocações por holiday, entre 1999 e 2013. O gráfico 2.2 indicia

-uma clara diferença de escala e, entre 1999/2008, uma evolução divergente, com as deslocações por holiday a crescerem mais do que as de package,

-a evolução das deslocações de package, marcada pela estabilidade/declínio com o valor de 2013 inferior ao de 2000 em 24,1%.

Gráfico 2.2 – Deslocações por holiday e package
(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 2.3 completa a observação anterior:

-a divergência dos dois índices a partir de 2001/2002, com alguma recuperação conjunta, que parece dever-se ao surto de procura por package holiday com tudo incluído (all inclusive),

-em 2013, o índice das deslocações por package holiday ser de 85 e o das deslocações holiday no mercado ser de 107.

Gráfico 2.3 – Índice das Deslocações por holiday e package (1999/2013)
(1999=100)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 2.4 ilustra a quota de deslocações package no total das deslocações por holiday e confirma a análise anterior.

Gráfico 2.4 – Deslocações package em percentagem do total de holiday (1999/2013)
(Percentagem)

 

Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

 
2.2.Deslocações package no segmento Europa, holiday, avião

Os gráficos 2.5 e 2.6 ilustram, em quantidade e em índice, a evolução entre 1999/2013 das deslocações em package no segmento das deslocações Europa, holiday, avião.

Gráfico 2.5 – Deslocações package e no segmento Europa, holiday, avião (1999/2013)
(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

No gráfico 2.6 podemos identificar

-a divergência dos dois índices a partir de 2000 e em patamares diferentes,

-a recuperação conjunta desde 2011, aparentemente ligada ao package em all inclusive.

Gráfico 2.6 – Índice das deslocações package e no segmento Europa, holiday, avião (1999/2013)
(1999=100)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

*Quotas de Mercado e Despesa Média Por Deslocação de Holiday
O gráfico 2.7 ilustra a evolução da quota de deslocações de package nas do segmento Europa, holiday, avião e retoma do gráfico 2.4, a quota de deslocações de package no total de deslocações por holiday.

Gráfico 2.7 – Percentagem das deslocações em package no segmento Europa, holiday, avião e no total por holiday (1999/2013)
 (Percentagem)
 

Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 2.8 ilustra a evolução da despesa média por deslocação para Europa, por holiday e em avião e 'das quais Package'.

Gráfico 2.8 – Despesa média em deslocações do segmento Europa, holiday, avião e das quais package (1999/2013)
(libras)


Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

 

A Bem da Nação

Lisboa 10 de Novembro de 2014

Sérgio Palma Brito

Mercado Emissor do Reino Unido e Portugal – Enquadramento


Este post é o segundo de uma série de oito (I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII) sobre a Procura pela Oferta de Turismo de Portugal no Mercado Emissor do Reino Unido com base no International Passenger Survey (Aqui).
A série de posts encerra com uma Síntese e a edição PDF da versão adaptada de todos os posts, ambas a publicar brevemente. Sugerimos a leitura prévia da Introdução à Série ( I).
 

O leitor deve estar informado sobre os Princípios Gerais do blogue (Princípios).

No presente post

-observamos a evolução das deslocações ao estrangeiro por residentes no Reino Unido e sua repartição por motivo, macro destino e meio de transporte.

-consideramos o período entre 1960/2010, mas o essencial da observação reside nos anos de 1999 a 2013,

-abrimos uma janela para a observação de dormidas e despesa durante as deslocações.

 

*Evolução das deslocações entre 1960/2010
O gráfico 1.1 ilustra meio século de evolução das deslocações ao estrangeiro por residentes no Reino Unido e sua repartição pelos três segmentos mais importantes: motivo holiday, macro destino Europa e transporte em avião. Finda a II Grande Guerra,

-as deslocações ao estrangeiro por residentes no Reino Unido recomeçam a partir de zero no início dos anos 50, crescem de maneira sustentada até estabilizarem/declinarem na década de 2000.

Gráfico 1.1 – Deslocações entre 1961/62 e 2010 – quantidade
(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 1.2 ilustra a evolução dos segmentos motivo holiday, macro destino Europa e transporte em avião, em percentagem do total de deslocações:

-o crescimento da parte do transporte em avião é evidente e conhecida,

-a diminuição da parte de deslocações de holiday resulta do crescimento estrutural de deslocações poe motivo business e, mais recentemente, por motivo de visita a familiares e amigos,

-a diminuição da parte de deslocações para Europa resulta do aumento da parte de deslocações para ‘outros continentes’, tema que justifica post específico.

Gráfico 1.2 – Deslocações entre 1961/62 e 2010 – percentagem
(percentagem)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

Em 2013, o mercado emissor do Reino Unido representa 58,5 milhões de deslocações ao estrangeiro. A estabilidade das deslocações durante a década de 2000, identificada no gráfico 1.1, parece resultar do mercado ter atingido a maturidade. O gráfico 1.3 mostra que na realidade, o número de deslocações:

-entre 1980/2005, continua o crescimento sustentado iniciado em 1961, mas estabiliza entre 2006/2008,

-entre 2008/2009 tem queda brusca, consequência directa da Crise, a que se segue alguma recuperação entre 2009/2013.

Gráfico 1.3 – Mercado do Reino Unido – deslocações (1980/2013)
 (milhares)


Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O Gráfico 1.4 ilustra evolução do índice das deslocações entre 1999/2013 e completa a informação do gráfico anterior. Com efeito,

-a queda entre 2008/2009 continua em 2010 com índice a voltar a valores de 1999/2000,

-entre 2010/2013 o índice tem ligeira recuperação, mas apenas atinge valores de 2002.

O Reino Unido, por mérito próprio e por ocupar ilhas, dispõe de números fidedignos sobre turismo emissor e pouco influenciados por estadias de uma noite. Ignoramos se outros mercados evoluem segundo o mesmo padrão: queda brusca com a crise seguida de recuperação anémica.

Gráfico 1.4 – Mercado Reino Unido – índice das deslocações (1999/2013)
(1999=100)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

*Deslocações por motivo
O IPS considera quatro motivos da deslocação, miscellaneous que é residual e três importantes: holiday, business e visiting friends or relatives. O gráfico 1.5 ilustra evolução de deslocações por motivos entre 1980/2013, com as deslocações

-por holiday a seguirem o padrão de evolução de todas as deslocações [ver gráfico 1.3],

-por business a parecerem subavaliadas,

-por VFR a serem ainda pouco importantes, mas a crescerem de maneira sustentada desde a década de 1990 [VIII].

Gráfico 1.5 – Deslocações segundo o motivo (1980/2013)
(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 1.6 ilustra o índice de deslocações por motivo entre 1999/2013:

-o de holiday cai 15,4% entre 2008/2009 e em 2013 é inferior ao valor de 2009,

-o de VFR cai 12,8% entre 2008/2010 e em 2013 supera o valor de 2008,

-o de business cai 22,8% entre 2008/2009 e em 2013 tem o valor de 1999.

Gráfico 1.6 – Índice das deslocações segundo o motivo (1999/2013)
(1999=100)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

*Deslocações por macro destinos
O IPS considera deslocações segundo três macro destinos: Europa, América do Norte e Outros. Em 2013, as quotas de mercado são, respectivamente, de 78.5%, 5.8% e 15.7%. O gráfico 1.7 ilustra a evolução destes grandes destinos entre 1980/2013:

-a Europa domina e segue padrão de evolução já identificado [gráfico 1.3],

-Outros Países cresce de maneira sustentada desde a década de 1990 e ultrapassa a América do Norte no início da de 2000.

Entre 2008 e 2013, a quota e mercado da Europa diminui de -0,4%, a da América do Norte diminui de -0,9% e a de Outros aumenta de 1,3%. Esta evolução é pertinente porque indicia queda da quota de mercado da Europa. 

Há dois casos a analisar: que países explicam o crescimento de Outros? e como explicar a descida da América do Norte?

Gráfico 1.7 – Deslocações por macro destinos (1980/2013)
(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 1.8 ilustra o índice de deslocações por macro destino entre 1999/2013 e suscita três comentários:

-entre 2008/2009 o índice da Europa cai de 125 para 105, desce a 98 em 2010 e recupera para 105 em 2013, o valor de 2001,

-entre 2008/2009 o índice da América do Norte cai de 98 para 77 e atinge 72 em 2013, ainda 16 pontos abaixo do mínimo pré crise de 88 em 2003,

-depois de subida sustentada desde 1999, o índice de Outros Países cai entre 2008/2009 de 180 para 163 e atinge 166 em 2013.

Gráfico 1.8 – Índice das deslocações por macro destinos (1999/2013)
(1999=100)

 

Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

*Deslocações segundo o meio de transporte
O IPS considera três meios de transporte: aéreo, marítimo e túnel. Em 2013 a quota de cada um é, respectivamente, de 79.6%, 12.3% e 8.5%. O gráfico 1.9 ilustra a evolução entre 1980/2013 das deslocações por meio de transporte:

-o transporte pelo túnel parece ter conquistado tráfego ao transporte marítimo e não ter influenciado a evolução do transporte aéreo,

-o transporte aéreo segue o padrão da evolução do motivo holiday e do macro destino Europa.

Gráfico 1.9 – Deslocações segundo meio de transporte (1980/2013)
(milhares)


Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

O gráfico 1.10 ilustra a evolução entre 1980/2013 do índice das deslocações por meio de transporte:

-depois de crescimento sustentado, o índice de transporte aéreo estabiliza entre 2006 e 2008, desce de 149 para 124 entre 2008/2009, acentua a queda em 2010 para 115 e recupera em 2013 para 124, valor inferior ao de 2003,

-em 2013 o índice do túnel atinge 81, acima dos 69 do transporte marítimo (ferry), mas em valor o túnel ainda está abaixo – 4.798 milhares de deslocações contra 7.166 do ferry.

Gráfico 1.10 – Índice das deslocações segundo o meio de transporte
(1999=100)


Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

*Deslocações para a Europa, por holiday e por avião
Os segmentos Europa, holiday e por avião são os mais importantes em si e para o destino Portugal. O gráfico 1.11 ilustra a evolução das deslocações para cada um destes segmentos em quantidade, e o gráfico 1.12 a evolução em índice. O resultado da observação dos dois gráficos não surpreende:

-uma evolução similar em quantidade, mas na qual o transporte aéreo é driver do crescimento.

Gráfico 1.11 – Deslocações dos segmentos Europa, Holiday e Avião (1980/2013)
(milhares)

 
Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

Gráfico 1.12 – Índice das Deslocações do segmento Europa, Holiday, Avião (1999/2013)
(1999=100)


Fonte: Elaboração própria com base em Office of National Statistics – International Passenger Survey

 

A Bem da Nação

Lisboa 10 de Novembro de 2014

Sérgio Palma Brito

Portugal no Mercado de Turismo do Reino Unido – Introdução


Este post é o primeiro de uma série de oito (I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII) sobre a Procura pela Oferta de Turismo de Portugal no Mercado Emissor do Reino Unido com base no International Passenger Survey (Aqui). A série de posts encerra com uma Síntese e a edição PDF da versão adaptada de todos os posts, ambas a publicar brevemente.

 

O leitor deve estar informado sobre os Princípios Gerais do Blogue (Princípios).

 

1.Sobre a série de posts

*Objectivos
A presente série de posts tem três objectivos

-o mais importante é dar ideia geral sobre o mercado emissor do Reino Unido e a posição do destino Portugal, e assim facilitar o trabalho de quem queira utilizar os dados do IPS,

-mostrar que a informação do IPS exige análise e divulgação profissionais, por ser importante a governo, administração, iniciativa privada, universidades e opinião pública,

-fazer de IPS e Travel Trends factores inspiracionais para recuperarmos da situação dramática da Informação Estatística do Turismo em Portugal Aqui.

*Âmbito da análise
Dormidas e despesa são indicadores mais relevantes do que deslocações. Na série de posts apenas analisamos as deslocações para facilitar a exposição. Uma vez apreendida a estrutura do IPS, é fácil conjugar deslocações com dormidas e despesa.

A maior parte na nossa observação é sobre os anos entre 1999/2013, porque a informação está disponível online e permite contextualizar a evolução mais pertinente: queda brusca do mercado entre 2008/2009 e recuperação atribulada entre 2009/2013.

Utilizamos informação sobre os anos entre 1980/2013, excepcionalmente entre 1961/2010, e em alguns casos não podemos recuar a 1999.

Observar as deslocações de package holiday é importante para Algarve e Madeira e obriga a recuar aos anos 70, mas tal é tema para Post futuro.

*Percurso sobre os posts
A Introdução ao Mercado Emissor do Reino Unido ocupa dois posts:

-o primeiro ilustra a evolução das Deslocações nos horizontes 1961/2010, 1980/2013 e 1999/2013

-o segundo detalha o modelo de negócio do package holiday.

O posicionamento de Portugal no mercado emissor ocupa quatro posts:

-deslocações para Portugal no total de deslocações do mercado,

-deslocações para Portugal no segmento Europa, holiday, avião,

-no seio destas, as do modelo de negócio de package holiday,

-por fim, um benchmark rudimentar de Portugal em relação a Grécia, Turquia, Egipto, Marrocos e Tunísia.

O último post relaciona dormidas de residentes no reino unido em deslocação a Portugal com alojamento turístico classificado ou não.

 
2.Notas para facilitar a leitura dos posts

*International Passenger Survey, business ontelligence e market research
O Office of National Statistics elabora International Passenger Survey desde 1961. Os resultados 1999/2013 estão acesíveis Aqui. Em 2010, é publicada a resenha Celebrating 50 years of the International Passenger Survey’.

Como explicámos em Post anterior, os indicadores do IPS permitem macro análise do mercado, importante em si e como base para duas acções da iniciativa privada: market research, a nível do mercado, e business intelligence, a nível dos operadores do mercado.

*Terminologia e tradução
O IPS chama ‘visit’ ao que as International Recommendations for Tourism Statistics chamam ‘trip’, sendo que “A trip is made up of visits to different places” (1). É uma introdução à falta de consensualização da terminologia.

O INE traduz ‘trip’ por deslocação. Uma deslocação tem um motivo principal e deslocações são quantificadas segundo quatro motivos: holiday, business, visiting friends or relatives e miscellaneous. Não seguimos o INE, utilizamos holiday e não ‘lazer, recreio ou férias’, business e não ‘profissionais ou negócios’. No caso de VFA (visitas a familiares e amigos) por coerência, utilizamos VFR (de ‘visiting friends or relatives’).

Quando o IPS quantifica as deslocações por motivo de holiday, acrescenta sempre ‘of wich IT’, de inclusive tour que traduzimos por ‘das quais em package’.

Utilizamos também ‘k’ em alternativa a ‘milhares de’ – afinal kilo é mil.

A nossa análise é limitada às deslocações por motivo de holiday.

Na ocorrência, lidamos com o turismo emissor do Reino Unido e turismo receptor em Portugal. O que é ‘spending’ no IPS é ‘receita de viagens e turismo na balança de pagamentos de Portugal.

*Deslocações por holiday: de tour urbano e cultural e de estadia
As deslocações turísticas podem ser por motivo de holiday, business e visiting friends or relatives.

As deslocações por holiday incluem as de tour urbano e cultural (Lisboa, por exemplo) e as de estadia na praia (Algarve, por exemplo), montanha, campo ou termas.

As deslocações de estadia assentam em dois modelos de negócio: package holiday (ou simplesmente package) e independent travel (2) com recurso ou não a agências de viagens.

As deslocações são situacionais, a mesma pessoa experimenta deslocações diferentes ao longo do ano.

Dadas as nossas limitações e as da edição pelo Blogger, o esquema seguinte procura facilitar a memorização desta classificação:

0.Deslocações Turísticas por motivo e nas de Lazer/Férias por tipo

0.1.Motivo Lazer/Férias

0.1.1.Tour urbano e cultural

0.1.2.Estadia

0.1.2.1.Independet Travel

0.1.2.2.Package Holiday

02.Motivo Negócio/Profissional

0.3.Motivo Visita a Familiares e Amigos

*Dois posts interligados
Dois posts completam a informação para interpretar boa parte das estatísticas que apresentamos:

-Modelo de Negócio de Package Holiday (Notas),

-Transformação Estrutural do Mercado Europeu da Viagem de Lazer e Transporte em Avião (Notas).

 

A Bem da Nação

Lisboa 10 de Novembro de 2014

Sérgio Palma Brito

 

Notas

(1)Ver em International Recommendations for Tourism Statistics (Aqui), see para. 2.33.

(2)Nesta série de posts utilizamos independent travel no sentido mais restrito de alternativa ao package holiday na deslocação de estadia. Hoje, independent travel é utilizado com significado alargado a toda a deslocação de holiday, seja esta de estadia ou de tour. Lamentamos a confusão criada.