CP retoma viagens históricas a 30 de junho - Portugal - DN

CP retoma viagens históricas a 30 de junho - Portugal - DN


Há uns tempos, fomos informados que

·          “a exploração do Sud e do Lusitânia Express custa à CP sete milhões de euros por ano. Cinco resultam de explorar o Sud Express (Lisboa/Paris, via Hendaye) e dois de metade do prejuízo do Lusitânia Express (explorado “a meias” com a RENFE).”:
(http://sergiopalmabrito.blogspot.pt/2012/05/sud-e-lusitania-express-82-milhoes-de.html).

Hoje, ficamos a saber que

·          “A CP retoma a 30 de Junho as viagens de comboio histórico na linha do Douro, depois de, no ano passado, ter ameaçado com o fim do serviço por falta de parceiros para o financiamento do projecto.”.

·          “Em 2011, os custos superaram os 150.000 euros e a receita registou pouco mais de 90.000 euros.”.

Destes factos concluímos que a CP

·          não hesita em estoirar sete milhões de euros a alugar comboios espanhóis, para alimentar o “romantismo” (sic) do Sud e do Lusitânia Expressos,

·          ameaçou não operar um comboio histórico no Vale do Douro (a nossa Paisagem Cultural de verdadeiro nível internacional), por uma questão de 60.000 euros.

Só encontramos uma explicação razoável para este tipo de gestão:

·          os gestores estão calibrados para só autorizar prejuízos de milhões (unidade de conta mínima no Ministério dos Transportes), pelo que recusam minudências de 60.000 euros.

Todas as outras explicações possíveis estão fora da linguagem aceitável, mesmo em vernáculo alentejano.


A Bem da Nação

Albufeira 5 de Junho de 2012

Sérgio Palma Brito

Ala Nascente do Terreiro do Paço inaugura dia 9 de Junho | Publituris

Ala Nascente do Terreiro do Paço inaugura dia 9 de Junho | Publituris


A notícia fala por si.

Os mais distraídos e a juventude podem não ter a consciência do significado da reutilização da Ala Nascente do Terreiro do Paço.

Vale a pena recordar realidades e factos, que situam significado desta iniciativa e o valor de quem a tornou possível.

Þ     Uma Nota Pessoal
O exilio permite o regresso. Passados anos vemos a realidade com olhos e percepção diferentes. Em 1975, visitadas cidades de meio mundo, em Lisboa vimos o que não víramos dez anos antes:

·          a luz da Cidade e o azul do Tejo, únicos no mundo que conhecia,

·          os azulejos nas fachadas de inúmeros prédios,

·          uma longa faixa, vários quilómetros, de edifícios “históricos, antigos ou velhos”, com tanta beleza e harmonia, como descalabro, desleixo e degradação,

·          nesta faixa, uma peça maior: o Terreiro do Paço/Praça do Comércio.

Vimos, também

·          sujidade nas ruas e passeios, com um trânsito caótico e já poluente,

·          um parque de estacionamento degradante, no Terreiro do Paço.

Entre as três “missões” políticas que nos fizeram regressar a Portugal, a mais perene era

·          concentrar a intervenção da ENATUR no fomento da recuperação do Património Construído degradado, pela reutilização por actividades turísticas, compatíveis com a “semântica dos edifícios” e envolvente.   

Desse tempo e dos anos que seguiram, retemos a dificuldade em mudar o stato quo, em qualquer um dos edifícios dos muitos de que nos ocupámos, então sem sucesso.

Desde então, os progressos neste campo foram enormes e vários são os exemplos de excelência.

Desta nota pessoal, sublinhamos o essencial:

·          o que se passa no Terreiro do Paço é histórico e pode marcar um verdadeiro ponto de viragem na longa história desta parte de Lisboa.

Þ     Reconhecer quem não pode ser esquecido
O mérito da iniciativa pertence ao Presidente António Costa e à sua vereação. Sem a sua visão, determinação e força, não teria sido possível confirmar a transformação do Terreiro do Paço, timidamente iniciada, há anos, com instalações da Associação de Turismo de Lisboa.

Depois, veio o Páteo da Galé.

Agora, temos a maior parte da zona nobre da Ala Nascente.

O fio condutor de todas estas transformações é Vítor Costa, o mais do que eficiente e muito discreto Director Geral da Associação de Turismo de Lisboa.

Declaramos que somos amigos de longa data, mas a amizade não impede nem tira valor ao reconhecimento do obreiro destas transformações.

Sei, de experiência vivida, quão difícil foi negociar espaços, utilizações, pequenos privilégios e grandes opções.

Dos Costas, sem o António, o Vítor nada teria feito. Mas sem o Vítor, o António não inauguraria a Ala Nascente, a que o seu nome fica, mais do que justamente, associado.

Do António, toda a gente sabe. É justo que alguns fiquem a saber do Vítor … e ele merece o reconhecimento.


A Bem da Nação

Albufeira 5 de Junho de 2012   

Sérgio Palma Brito  

Aeroporto da Portela vai crescer - Sociedade - Sol

Aeroporto da Portela vai crescer - Sociedade - Sol


O processo do Novo Aeroporto de Lisboa NUNCA considerou a Opção Zero (aumentar a Portela e não o construir) e sempre foi conduzido por interesses, legítimos na maior parte dos casos, mas que minimizavam e/ou ignoravam as exigências da competitividade da Oferta de Turismo de Lisboa e da sua Cintura Turística.

A notícia do Sol permite-nos vir a público com duas deixas que recebemos de pessoas respeitáveis e que abrem vias para “aumentar” o Aeroporto da Portela.

Þ     Do Inaceitável Ignorar da Portela Até às Variadas Propostas Sobre o Novo Aeroporto de Lisboa
No “debate” (sic) sobre o Novo Aeroporto de Lisboa, há um facto inaceitável

·          desde Marcelo Caetano a José Sócrates, a Opção Zero (ampliar a Portela) nunca foi considerada, aprofundada e avaliada.

A opção por um Novo Aeroporto sempre teve apoios fortes e diversificados

·          o de Políticos, deslumbrados por serem “o Duarte Pacheco da Ota”,

·          os genuínos, de que Henrique Neto é o ícone,

·          os Engenheiros, seduzidos pela beleza da Obra de Engenharia,

·          os bem mais poderosos da Finança e da Construção, perfeitamente legítimos,

·          os de uma corte de Facilitadores a procurar abichar, filhos bastardos do Regime Democrático.

A um canto, considerados incapazes de uma “visão sistémica” e encabrestados numa “visão meramente sectorial” estavam os que, como nós, afirmavam

·          é preciso manter a Portela, como factor de competitividade da Oferta de Turismo de Lisboa e sua Cintura Turística.

Þ     Duas Vias Para Aumentar a Portela
Procuramos estudar e investigar temas relacionados com Viajar e Turismo, mas não fazer investigação jornalística “da boa”. Não pudemos dar seguimento a duas deixas que, em tempos, recebemos.

A notícia do Sol abre-nos a possibilidade de as abordar. Amais importante tem a ver com o acesso aéreo a Portela e Alcochete e é simples:

·          em torno de Lisboa, há servidões da Força Aérea, umas que são excessivas e outras que são flexibilizáveis – eliminação e flexibilização aumentam a capacidade de acesso aéreo a Portela e/ou Alverca,

·          o Interesse Público justifica a sua revisão/flexibilização e as pessoas verdadeiramente responsáveis da Força Aérea tal não a recusarão, precisamente pela defesa do Interesse Público,

·          isto feito, aumenta o número máximo de acessos por hora ao Aeroporto da Portela e/ou Alverca.

A segunda deixa tem os seguintes elementos:

·          o espaço da Portela pode ser aumentado pela redução/eliminação da Base Aérea e expropriação de terrenos e barracões, alguns dos quais pertencerão à Câmara Municipal,

·          o Estacionamento de Aviões na Portela pode reduzir a capacidade e/ou operacionalidade do Aeroporto, o que implica obrigar os aviões a estacionar em outro Aeroporto – é aborrecido e custa, mas acima de tudo está o Interesse Público.

Þ     Proposta: Com Quarenta Anos de Atraso, Considerar a Opção Zero
Segundo a notícia do Sol, algo de novo está a acontecer.

Sabemos que propor Considerar a Opção Zero, em 2012, pode parecer ridículo e prejudicial à tomada de decisão.

Se virmos bem as coisas, o “estudo” que está em causa pode ser muito rápido. Basta uma conjugação de esforços, que vai do Presidente da República ao mais dedicado dos técnicos, passando por todos os poderes intermédios.  


Albufeira 1 de Junho de 2012

A Bem da Nação

Sérgio Palma Brito

Base e Aeroporto de Beja – sejamos práticos!


Temos a consciência tranquila: em longo Post e ainda maior Documento de Trabalho (Link), contrariámos a corrente de pensamento dominante, sobre a Base e Aeroporto de Beja. As nossas propostas estão explicadas e justificadas.

Só depois, lemos o Diário do Alentejo de 25 de Maio. Nele estão as últimas posições das Pessoas Boas do Alentejo que continuam a iludir-se, a ser iludidas e recusam reconhecer a realidade. Está, também, uma posição inovadora do Presidente da Entidade Regional de Turismo.


Þ     Nove Instituições do Alentejo Insistem em Beja no Portela +1
As nove instituições que congregam muitas das Pessoas Boas do Alentejo

·          insistem em que Beja “constitui a melhor alternativa” para complementar os serviços aeroportuários de Lisboa,

·          acreditam em: “cabe agora ao Grupo de Trabalho (em “criação” há mais de seis meses) que irá definir soluções para o aeroporto de Beja «passar das palavras aos actos»”,

·          esperam que a escola de Pilotos que a Coreia do Sul prevê instalar na Base Aérea ”não entre em conflito” com o projecto civil.

Þ     O Aeroporto de Beja não pode ser o “+1” de Portela+1
O que está em causa no Portela+1, é muito simples:

·          antes de mais nada, reconhecer que está em causa a competitividade do acesso aéreo à Oferta de Turismo de Lisboa e sua “Cintura Turística”,

·          acomodar na Portela o hub da TAP, as Full Service Carriers e tolerar a Easyjet no Terminal 2,

·          em Montijo (voltamos à Aldeia Galega) ou em Alverca, acomodar o resto do tráfego, com destaque para uma possível Base da Ryanair, que viabiliza a expansão e desenvolve a Procura por Lisboa,

·          será preciso explicar a alentejanos, que o Aeroporto de Beja está longe demais e já foi recusado pela Ryanir?

A nossa mensagem é clara:

·          continuam a iludir-se e a ser iludidas com Beja no Portela+1 e com o potencial de um Grupo de Trabalho, “em criação” há mais de seis meses.

Þ     Depois de vinte anos de Grupos de Trabalho, alguém acredita num Grupo e Trabalho “em criação” há mais de seis meses?
O actual Governo

·          fez bem ao retirar o “Aeroporto de Beja” do “perímetro de privatização da ANA,

·          mostrou incapacidade em definir Politica Forte e Consistente para Reconverter a Base Aérea de Beja – o verdadeiro problema que está em cima da mesa, desde há vinte anos,

·          remeteu o caso para um simpático Grupo de Trabalho, sem força política (em seis meses ainda não está criado) nem apoio técnico profissional.

Os responsáveis das “Nove Instituições do Alentejo” levam a sua boa vontade ao ponto de confiar que deste Grupo de Trabalho saia uma solução?

Þ     “O aeroporto não pode ser só viabilizado pelo turismo”
Quem faz esta afirmação? António Ceia da Siva, Presidente da Entidade e Agência Regional de Turismo, o homem que liderou, na Região, o processo das cadeias de voos charter de 2011 e 2012, estas últimas canceladas pelas “forças do mercado”. E acrescenta:

·          “temos de ser claros: o turismo não tem escala ainda para poder servir o aeroporto de Beja. É um dos factores que pode ajudar, mas é preciso ter calma e temos de ir devagar, até porque muitos dos projectos turísticos que se anunciavam ainda não existem.”.

“Benvindo ao Clube António!” [já agora, responde ao email que te enviei – fica mal a um Presidente ignorar um cidadão]. Por outras palavras, em 2006 escrevemos isto no Diário de Notícias. Lembras-te de “Um Aeroporto em Espaço Rural”? Está lá o que hoje afirmas.

 É muito importante que o Presidente da Entidade Regional de Turismo esteja a pensar assim e ajude, com a sua energia, ao que está em causa: instalar Novas Utilizações na Base Aérea de Beja.

Þ     Novas Utilizações na Base Aérea de Beja São Responsabilidade do Governo
Voltamos ao ponto de onde, no início da década de 1990, devíamos ter partido:

·          a reconversão da Base Militar desocupada pela Força Aérea da Republica Federal da Alemanha é responsabilidade do Governo, que deve procurar as Novas Utilizações que criem valor para a Cidade, a Região e o País.

É excelente que a sociedade civil (as Pessoas Boas do Alentejo) se mobilize e integre este processo, MAS NÃO O LIDERE nem pense que o determina – o papel essencial cabe ao “agente privado desconhecido”, que apresente uma proposta séria e sustentável. Este é o personagem fulcral neste já longo processo.

Esta é uma responsabilidade do Governo, que tem de ser objecto de política forte e consistente, apoiada pelos meios profissionais adequados.

Esta proposta está explicada no Post de ontem, dia 29 – basta ir lá

(Link)!

A Bem da Nação e do Alentejo

Albufeira 30 de Maio de 2012

Sérgio Palma Brito

O Erro do Aeroporto de Beja e Como Criar Valor Com Novas Utilizações da Base Aérea


Este Post é apoiado pelo Documento de Trabalho “Base Aérea de Beja: Novas Utilizações Que Criem Valor Para a Cidade, a Região e o País” . No Documento estão explicadas e/ou justificadas as afirmações do presente Post.
https://docs.google.com/document/d/17RwjVsI4MwCmNZJfH4hojQwH3qRdQHtfmTpryP5kRVw/edit#
Þ     Criar Valor Com Novas Utilizações da Base Aérea e Corrigir o Erro do “Aeroporto de Beja” 
Em Beja, a prioridade do Governo é uma política forte e consistente, com apoio profissional para

·            atrair para a  Base Aérea, as Novas Utilizações que possam gerar procura sustentável, de modo a criar valor para a Cidade, a Região e o País?

Esta prioridade implica corrigir o Erro do “Aeroporto de Beja”:

·          dar prioridade ao  tráfego aéreo de passageiros, sem procura/oferta reais e que o próprio Mercado já corrigiu: em 2012, nem com inaceitáveis apoios públicos é possível repetir a cadeia de voos charter de 2011, em que centenas de milhares de euros conseguem taxa de ocupação inferior a 50% e menos de 400 passageiros desembarcados.

O Governo não está em terreno virgem

·          por esse mundo fora, foram desactivadas inúmeras bases aéreas, umas com reutilizações úteis, outras meras ruínas animadas por esporádicos cenários de filme – há muito por onde aprender,

·          por essa Espanha fora, abundam aeroportos encerrados,  de utilização fantasma ou deficitários, apesar tráfego de algumas centenas de milhares de passageiros – há aeroportos com centenas de milhares de passageiros e que são estruturalmente deficitários (Link).

Mais de vinte anos depois das primeiras ideias sobre um aeroporto em Beja, ultrapassadas as mais variadas ilusões, feitas as mais bondosas ou as menos profissionais das propostas, é tempo de reconhecer

·          a criação de valor por Novas Utilizações da Base Aérea, passa por caminhos diferentes dos do passado, que apenas nos conduziram ao impasse actual.


Þ     Intervenção Politica Fraca e Inconsistente do Actual Governo
Em 2009 e no seguimento do Plano Estratégico de Transportes 2008/2010, o Governo de José Sócrates integra o “Aeroporto de Beja” na Rede Aeroportuária gerida pela ANA. Podemos discordar da decisão (é o nosso caso), mas temos de reconhecer a sua força.

A intervenção política do actual Governo é marcada pela fraqueza e inconsistência.

O Programa do actual Governo prevê a privatização da ANA, mas é omisso sobre a integração do “Aeroporto de Beja” na Rede Aeroportuária definida legalmente.

Em Setembro de 2011, o Plano Estratégico de Transportes, Mobilidade Sustentável, Horizonte 2011/2015

·          exclui o “Aeroporto de Beja” da lista dos sete aeroportos, em que a ANA “desenvolve a sua actuação” e que serão o enxoval da ANA a privatizar,

·          é omisso sobre o modelo da futura gestão do “Aeroporto de Beja”,

·          permite que, na Primavera de 2012, a ANA continue a anunciar um futuro brilhante para o crescimento do tráfego de passageiros neste aeroporto.

Depois, o Governo toma quatro decisões que insistem em erros que, desde 1990, inviabilizam as Novas Utilizações da Base Aérea de Beja:

·          manter no Plano Regional de Promoção Turística Para 2012 [aprovado em 21.12.2011] verbas excessivas de Promoção Turística e Apoio a Charters, reforçando o erro da “cadeia de voos charter de 2011”,

·          a inverosímil concessão à ingenuidade das “forças politicas locais”, ao incluir Beja no leque das escolhas do Portela+1, quando esta hipótese fantasista devia ter sido liminarmente excluída,

·          em Dezembro de 2012, o anúncio de uma intervenção baseada nas “forças politicas locais” e sem clara componente profissional, quando, propõe criar um grupo de trabalho para “encontrar soluções de consenso dos diversos autarcas, agentes económicos e das forças politicas” do Baixo Alentejo “no sentido de encontrarmos um modelo de desenvolvimento comum”,

·          em fim de Maio de 2012, o Governo ainda está a finalizar o “Despacho criador” do Grupo de Trabalho.

Omissão sobre modelo profissional de gestão do “Aeroporto”, propostas irresponsáveis da ANA, desperdício de fundos públicos no apoio a voos charter insustentáveis, não ser pedagógico ao excluir Beja de Portela+1, recurso a “grupo de trabalho” sem forte componente profissional e mais de seis meses para aprovar o “Despacho criador”, ao todo são seis manifestações de intervenção política fraca e inconsistente.

O actual Governo insiste num mostruário das práticas erradas do passado e não decide sobre o essencial:

·          que Novas Utilizações da Base Aérea podem gerar procura sustentável, de modo a criar valor para a Cidade, a Região e o País?


Þ     Intervenção Política Forte e Consistente do Governo
As novas utilizações da Base de Beja, incluindo o Terminal Aéreo, exigem uma intervenção política forte e consistente do Governo. O sublinhado resulta de, como vimos, a intervenção política do Governo ter vindo a ser fraca e inconsistente.

A intervenção política forte e consistente, indispensável ao sucesso das Novas Utilizações da Base Aérea de Beja, integra os seguintes elementos;

·          escolher uma entidade existente, que Assume as Responsabilidades e Presta Contas pela condução de todo processo,

·          o Governo aprova os poucos critérios e parâmetros sensíveis das novas utilizações, com base em proposta elaborada por essa entidade,

·          com base nestes critérios e parâmetros, esta entidade, com apoio profissional de alto nível, procede a procura internacional de candidatos a uma Concessão da Base Aérea de Beja, durante 70 anos (idealmente 99 anos, se a Lei o permitir).

Os critérios e parâmetros desta Concessão devem

·          privilegiar a garantia do investimento, da sustentabilidade do negócio e da criação de valor para Cidade, Região e País,

·          excluir a óptica de importante pagamento inicial ou de renda elevada, que acabem por dificultar a sustentabilidade do negócio

·          admitir que o Concessionário venha a beneficiar de apoios ao investimento, a definir nos termos da Lei.

Partimos do principio que a Privatização da ANA

·          não inclui a instalação de Novas Actividades na Base Aérea de Beja,

·          permite que, entre essas actividades, figure o tráfego civil de passageiros,

·          não exclui nem obriga a ANA privada a vir a ser a concessionária da Exploração do Terminal Civil, negociando com a concessionária da Base Aérea de Beja.

A diferença entre esta Metodologia e os porfiados e vãos esforços dos últimos mais de vinte anos, reside

·          na força e consistência da intervenção do Governo, na capacidade da entidade existente que Assume Responsabilidades e Presta Contas, na mobilização dos profissionais capazes de, no vasto mundo dos negócios, encontrar quem queira investir em Beja e na vontade do Governo em facilitar a implementação da solução escolhida.

Por outras palavras, há que ter a consciência

·          de não ser fácil encontrar empresas que venham investir em Beja – temos de estar conscientes desta fraqueza,

·          que estas só investirão, se o benefício da utilização das infra-estruturas existentes e do clima da Região (para aeronaves voarem) compensar os custos de instalar actividades e pessoas em Beja.

Quer isto dizer que a Base Aérea pode continuar como tem estado e não conhecer as Novas Utilizações?

·          Pode, sim senhor! Nada garante o sucesso dos esforços, mesmo os mais competentes e profissionais, para atrair as Novas Utilizações de que falamos.


Þ     Corrigir o Erro do “Aeroporto de Beja”
Designamos por “Aeroporto de Beja” a exploração de trafego aéreo comercial de passageiros no actual Terminal Civil, iniciada no Verão de 2011 e caracterizada por

·          exploração pela ANA, SA, com base em orientações políticas, assente na Subsidiação Cruzada de Aeroportos, sem respeitar as Recomendações do ICAO sobre Transparência,

·          subsidiação, aparentemente excessiva e insustentável (pela ANA, Turismo de Portugal e Agência Regional de Promoção Turística), de operações de voos fretados,

·          previsões irrealistas de tráfego aéreo, anunciadas pela ANA, SA, com base em Estudo, considerado Segredo Comercial.


É a “este” aeroporto que nos referimos no Post/Desabafo/Manifesto:
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8381469252712151952#editor/target=post;postID=4833723972875996613
O presente Documento de Trabalho visa, em boa parte, dar base sólida ao nosso Manifesto/ Desabafo, cuja crueza pode ter chocado muitos alentejanos.

Hoje, está em causa, Corrigir o Erro do “Aeroporto de Beja!”, de modo a

·          evitar o desperdício de fundos públicos (Estado, ANA e Fundos Comunitários) com os “charters para Beja” e Promoção Turística Associada

·          que se perca o foco na realidade da Procura para a Oferta real do Turismo do Alentejo: o Museu de Beja está em risco de fechar e a Oferta seria mais qualificada e competitiva, com trinta e tal milhões de euros investidos na valorização do Património e não no Terminal Aéreo,

·          evitar que as Pessoas Boas da Cidade e da Região continuem a iludir-se e a ser iludidas com propostas amadoras e/ou fantasistas – a mais recente é Beja ser opção para Portela + 1,

·          reconhecer que estamos perante um “não aeroporto”, ovo goro de que nenhuma galinha fará sair um pinto,

·          último e mais importante, nos concentrarmos na acessibilidade aérea ao Alentejo assegurada por Lisboa e, em certos casos, por Faro – onde aterram voos oriundos de muitas dezenas de aeroportos de origem de turistas potenciais,

·          questionarmos a proposta da ANA, segundo a qual, no ano 2031, haverá no Alentejo “um aumento estimado de quase 80 mil camas”, das quais 43 mil “num raio de 50 quilómetros em redor do aeroporto e da cidade de Beja”.


Þ     Acessibilidade Aérea à Oferta de Turismo do Alentejo
Em futuro Post, explicamos como a Oferta real do Turismo do Alentejo

·          resulta da Acessibilidade Rodoviária, em si e com base nos aeroportos de Lisboa e Faro – o futuro passa por desenvolver o potencial inexplorado da acessibilidade aérea por estes aeroportos,

·          é uma Oferta dispersa e ligeira, com núcleos de concentração em algumas cidades,

·          entre outros, assenta na Valorização de um Património Histórico, que exige a prioridade e o financiamento que não tem,

·          não tem nem escala nem concentração para justificar um Aeroporto em Beja, mesmo assumindo um cenário de crescimento superior ao aceitável

·          não assentará, no futuro previsível, em grandes Resorts de Hotelaria, Golfe e Imobiliária Turística, dispersos em Espaço Rural.

Nesse Post explicamos também como

·          o insucesso na promoção de Resorts e Campos de Golfe, no Alentejo, não é apenas consequência da “Crise”, mas resultado de factores das Paisagens Natural (clima) e Cultural,

·          o mais optimista dos cenários previstos para o desenvolvimento de Resorts (estudo da ANA, da Primavera de 2011) só em 2031 apresenta a massa crítica susceptível de justificar um Aeroporto,

·          este cenário é um remake optimista do cenário, já então ilusório, das Orientações Estratégicas Para o Sistema Aeroportuário Nacional, de 2006 .


Þ     Escutar a Sociedade Civil, Não a Iludindo, Nem Deixando Que Ela se Iluda
Quando propomos uma intervenção politica forte e consistente do Governo e definimos uma Metodologia marcada pelo rigor e profissionalismo, estamos conscientes de duas realidades:

·          sem esta ruptura e continuando com os processos e métodos do passado, não haverá Novas Utilizações nos 809 hectares da Base Aérea de Beja,

·          importa, de facto, “encontrar soluções de consenso dos diversos autarcas, agentes económicos e das forças politicas” do Baixo Alentejo, como o Governo propõe em Dezembro de 2012, mas num quadro de intervenção politica forte e consistente, marcada pelo rigor e profissionalismo.

Damos (alguns) exemplos do que não pode voltar a acontecer

·          ao longo de anos, muita e boa gente fala de carga aérea, charters e low cost, sem a mínima fundamentação técnica e quando é sabido não haver mercado sustentável – alguém iludiu alguém e alguém se deixou iludir,

·          recurso a noções bonitas e sem fundamento, como “triângulo Sines, Aeroporto, Alqueva” ou “Beja, alternativa/complemento a Portela e Faro”,

·          com Faro impedido, como aconteceu há meses, “deslocar para Beja o tráfego aéreo”, quando este vai para onde as companhias decidem: aeroportos com infra-estruturas e serviços capazes,

·          “charters para a Ovibeja”, sem esclarecer a falta de sentido da proposta,

·          propostas como a de incluir Beja no painel do Portela+1,

·          notícias não fundamentadas sobre actividades e empresas que se querem instalar em Beja.

Uma última questão a pôr e cuja resposta pode ser dura:

·          o que falta a Beja, para que actividades económicas se instalem na Base Aérea Reutilizada e os seus quadros para Beja venham viver?


Þ     Chega de Palavras e de Propostas Irrealistas, Passemos à Acção
O conjunto das Novas Utilizações da Base Aérea de Beja é um Caso de Estudo, de como Governo/Administração/Sociedade Civil perdem anos e anos, na incapacidade de passar de uma Ideia a um Projecto e deste a uma Actividade Económica sustentável.

O chamado “Aeroporto de Beja” é exemplo de como uma miragem pode iludir a visão das pessoas e permitir que passem ao lado da realidade.

Propomos um futuro marcado por:

·          dar toda a prioridade à procura de Novas Utilizações para a Base Aérea de Beja,

·          permitir a utilização do Terminal Aéreo, no quadro destas Novas Utilizações, sempre que a Procura/Oferta o justifique.

No Documento de Trabalho apresentamos uma síntese dos cerca de vinte anos de porfiados e vãos esforços e a explicação e/ou justificação das afirmações do Post.

Qual a utilidade deste percurso pelo passado? É muita, se as pessoas forem modestas e tiverem bom senso. Damos dois exemplos:

·          o essencial da metodologia da Intervenção Politica Forte e Consistente que propomos, já foi dito pelo então Ministro João Cravinho, em Dezembro de 1998,

·          a leitura das agruras de tantas iniciativas amadoras, de politicas fracas e de Grupos de Trabalho inoperantes, pode contribuir para o Governo corrigir, rapidamente, a Politica Fraca e Inconsistente, cujo ícone é a embrulhada em que se meteu, com o Grupo de Trabalho que, passados mais de seis meses, ainda não foi  criado.

A Bem da Nação

Albufeira 28 de Maio de 2012

Sérgio Palma Brito


Þ     Nota Pessoal: Açoitado no Pelourinho de Messejana ou Debater Propostas?
Permitam-nos uma nota pessoal:

·          ilustrámos qual é o “Aeroporto de Beja” com o qual propomos “acabar de uma vez para sempre”, a Bem da Nação,

·          não transigimos com sonhos em base real, por muito penoso que seja o acordar das Pessoas Boas,

·          abrimos a via da intervenção politica forte e consistente, apoiada por profissionais qualificados, de modo a instalar Novas Actividades na Base Aérea de Beja e criar valor para a Cidade, a Região e o País.

Temos a consciência de estarmos a desmontar uma Ideia, mais do que um Projecto, que tem sido formada e acarinhada, desde há cerca de vinte anos, por alentejanos das mais variadas origens e condições.

Quase todos eles são o que designamos por Pessoas Boas, que apenas desejam o progresso da sua Cidade, Região e País. Para a grande maioria delas, a nossa posição é chocante. É chocante, mas é a verdade.

Mais concretamente ainda, temos a consciência de

·          estarmos a contrariar pessoas que muito estimamos e dão o seu melhor para que o Turismo do Alentejo se desenvolva, em particular na Entidade Regional e na Agência Regional de Turismo,

·          no “mundo do Turismo Português” haver forte tradição de conflitos de egos e de pessoas e não de debates de ideias – poderemos perder amigos, quando apenas esperamos debater ideias.

 Quem personaliza as questões e não aceita debater alternativas, castiga e/ou ostraciza o mensageiro, porque a mensagem não agrada. Se nos quiserem castigar, escolhemos ser açoitados no Pelourinho de Messejana, ali bem perto da praia. Se nos quiserem ostracizar, escolhemos Penamacor … por já lá termos estado.

O desafio positivo, concreto e amigo, está lançado:

·          vamos ou não encarar a dura realidade dos factos e, a partir dela, criar novas utilizações da Base Aérea, a bem de Beja, do Alentejo e de Portugal?

2012.05.28.Aeroporto.Beja.PostNo Documento estão explicadas e/ou justificadas as afirmações do presente Post.