Turistas Americanos no Algarve: temos os Perdidos, faltam os Achados!

A Procura do Algarve por turistas tem números que a razão desconhece. 

Nos últimos três anos, o número de Dormidas de turistas dos EUA no Algarve varia entre 61 a 67 mil.

Em 1971 (setenta e um, há quarenta anos), só no Hotel Penina, havia 25 mil dormidas de turistas dos Estados Unidos – cito o Relatório do Conselho de Administração da Sociedade Turística da Penina, SARL.

Depois de quarenta anos de progresso no transporte aéreo e de Promoção Turística, um só hotel de 1971 representa 39% da média dos últimos três anos. De facto, nada para o progresso!

Lamento insistir em lembrar estas pouco gloriosas realidades – um dia destes, terá de haver uma reacção para inverter o curso dos acontecimentos. Espero que seja positiva.

A Bem da Nação

Albufeira 4 de Abril de 2012

Sérgio Palma Brito

Parque temático de 120 hectares vai nascer em Alenquer e Azambuja - Sociedade - Sol

Parque temático de 120 hectares vai nascer em Alenquer e Azambuja - Sociedade - Sol

Em 30 de Março, sublinhei a importância de obtermos mais informação da parte do promotor deste projecto (http://sergiopalmabrito.blogspot.pt/2012/03/tlvt-e-oeste-defendem-importancia-da.html).
Esta é apenas uma pequena parte da informação necessária, para credibilizar o projecto.
Já lá vai o tempo do anúncio de "projectos turísticos!", sem estudo de mercado nem financiamento credíveis.
A nossa insistência visa evitar que o renascer da Lusolândia sofra com este trauma do passado.

A Bem da Nação
Albufeira 4 de Abril de 2012
Sérgio Palma Brito

Território e Turismo no Algarve – disponível on line

Em2009, publicámos um livro sobre a relação entre Território e Turismo no Algarve.

Recordamos o primeiro parágrafo da (curta!) Introdução:

“Este esboceto resulta da observação e análise da realidade regional. Não é um trabalho estruturado a defender uma tese. Mais do que formular sínteses, procuramos informar, suscitar a curiosidade do leitor, sublinhar o que nos parece importante e temos a consciência de ignorar e disso tirar as consequências.”.

O livro esgotou e não há nem haverá segunda edição. Graças ao CIIT e ao apoio da Colibri, o livro está agora on line em http://www.ciitt.ualg.pt/01/Territorio_e_Turismo_SPB.pdf

Esperamos que a publicação on line contribua para informar, suscitar a curiosidade e, quem sabe, relançar o Projecto de que era parte e que fui forçado a abandonar.

Estamos mais do que abertos a críticas, sugestões e comentários!

A Bem da Nação

Albufeira 3 de Abril de 2012

Sérgio Palma Brito

Público - Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol

Público - Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol


Comboio Para Espanha: Vingança da História e Geografia


Mesmo os melhores dos meus amigos me consideram um chato, quando, a propósito das coisas de HOJE, me preocupo com a sua contextualização pela História e Geografia. Desde que descobri o artigo de Vitorino Magalhães Godinho, evito mencionar o “contexto histórico e geográfico”, mas é de isso que se trata.

Se bem percebo, na cena da ligação ferroviária com a Europa, já temos guerra e o Governo não se sai bem. Para ajudar a perceber o que está em causa, seria útil um percurso pela História e Geografia.

Apresento reduzido e rudimentar exemplo deste percurso.



Þ     1866: O Porto de Lisboa e a Ligação Ferroviária à Europa

De entre a variada literatura sobre o tema genérico de “Lisboa, cais da Europa”, recordo o que Vilhena Barbosa escreve, em 1866:

 “Quando estiver aberta á circulação a via férrea que, passando por Madrid, nos há de ligar a toda a Europa, o que se realizará ainda este ano; quando a nossa linha do sul e sueste, que não tarda a chegar ás margens do Guadiana, se estender até Sevilha, unindo-nos depois com todas as cidades de Espanha, da França e da Itália, banhadas pelo Mediterrâneo, acontecimento que não se há de fazer esperar por muitos anos; quando, finalmente, este porto for dotado com boas docas, guarnecidas de armazéns vastos e cómodos, com todas as mais condições necessárias á prontas e fácil descarga e carregação dos navios, o grande deposito das docas de Londres há de repartir com as de Lisboa uma parte das suas riquezas. O comércio britânico, que é o primeiro de entre todas as nações a apreciar e a saber praticar a economia do tempo e das despesas improdutivas, reconhecerá o muito que interessa em ter no porto de Lisboa abundante depósito de géneros coloniais para o abastecimento dos mercados do Mediterrâneo. Evitando d’est’arte que os géneros do Brasil e da Africa ocidental passem duas vezes em frente da barra do Tejo, na sua ida para as docas de Londres, e na sua volta para os diversos portos do Mediterrâneo, poupará avultadas despesas de transporte e de seguros marítimos; livrar-se-á dos sinistros e delongas tão frequentes no canal da Mancha; e obterá por menor preço os trabalhos braçais da baldeação.” [Archivo Pitoresco, Vol.IX, 1866, p.25].



Þ     Século XIX: Rede Ferroviária e Ligações com Espanha

No caso da Rede Ferroviária e Ligações com Espanha, desde as negociações (sic) sobre a Rede de Alta Velocidade à actual linha, teria sido útil conhecer o que se passou há mais de cem anos. A minha generosidade limita-se a citar três trabalhos de Maria Fernanda Alegria:

·          O Desenvolvimento da Rede Ferroviária Portuguesa e as Relações com Espanha no Século XIX, Lisboa, Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa, 1983

·          A Organização dos Transportes em Portugal (1850 – 1910) – as vias e os tráfegos, Lisboa, Centro de Estudos Geográficos, 1990

·          O Tráfego de Passageiros e de Mercadorias, em Para a História dos Caminhos-de-Ferro em Portugal, Estudos Históricos 1

Do texto de 1983, começo por citar um parágrafo significativo: “Las razones por las cuales no fueran concretizadas ni la linea del valle del Tejo ni del Guadiana, advien tanbién de la possible concurrencia que el puerto de Lisboa significaria para los puertos Andaluces, sobretodo al de Cadiz, pero también al de Sevilla y Huelva.”.

Cito agora, a conclusão de Mariana Alegria, sobre a ligação com a Anadaluzia: “la defensa de la función de exportador del puerto de Lisboa, de productos provenientes de Andalucia, comezaba a ser insostenível. Andalucia tenia sus proprios puertos, así como sus proprios circuitos ferroviarios organizados en funcion de ellos. [...] Si lo que Portugal pretendia era proporcionar um «puente» y un puerto de embarque, es necessário reconocer que estas condicionaes habían sido asseguradas, antes que Portugal, por la própria Andalucia.”.



Þ     Sobre a Actualidade

Há um facto pouco comentado e ainda menos explicado. Sines data de Marcello Caetano, já lá vão quarenta anos. Sabendo nós que o tecnocrata do Marcelismo foi a espécie que melhor sobreviveu à agitação da vida pública portuguesa, como é possível que ainda se ande a discutir a ligação ferroviária de Sines à Europa?

A Espanha, há que acrescentar França, onde os slots nas linhas de caminho-de-ferro podem ser tão difíceis como os necessários para voar para Heathrow.

O meu argumento não é o do determinismo histórico ou o de estarmos condenados à choldra. É algo de mais concreto: qual é a sua Hist´ria e o seu Território.



A Bem da Nação

Albufeira 2 de Abril de 2012

Sérgio Palma Brito

03.04.2012.Ligações.Ferroviárias.Portugal.Espanha

O Algarve às Sextas (2012.03.30)
A Politica Que Falta à Economia do Turismo do Algarve

A Economia do Turismo do Algarve só volta a crescer e criar emprego quando Governo, Administração e Sociedade Civil se empenharem em ultrapassar os Estrangulamentos à sua competitividade e em fomentar as Novas Dinâmicas que a concretizam – é o que designamos de Politica que Falta à Economia do Turismo do Algarve.

As ideias que seguem são uma base de debate, destinada a quem não está convencido que sabe tudo e quer fazer algo pelo futuro da Região e do País.

O texto está concentrado na Viagem de Estadia e na Economia do Turismo do Algarve, Estrangulamentos e Novas Dinâmicas têm a ver com a Economia do Turismo, em todo o País.

Ao leitor mais interessado, sugerimos a consulta imediata do Documento de Trabalho, que apoia este post (DOCUMENTO). Nele encontra o fundamento das ideias e propostas e as Referências.



a)Notas Sobre a Realidade da Economia do Turismo



Þ     Algarve: Os Últimos Dez Anos e a Actualidade da Crise Estrutural

A prosperidade da economia e sociedade do Algarve, nos últimos dez anos, resulta de evolução contraditória no seio da Economia do Turismo:

·          perda de competitividade do Alojamento Turístico Classificado, com menos 31 % de dormidas de ingleses e de 50% de dormidas de alemães,

·          valor gerado pelo desenvolvimento de dois outros elementos da Economia Turístico Residencial (Turismo Residencial e Atracção de População Residente): são edificados 103.000 novos Fogos, repartidos em Residência Habitual (53.000), Uso Sazonal (40.000) e Vagos (10.000).

A Crise Estrutural, Violenta e Duradoura tem duas origens directas:

·          a Procura por Turismo Residencial e Casa de Residência Permanente, origem da prosperidade da Região, cai a pique, a partir do segundo semestre de 2008 – boa parte desta queda é estrutural,

·          continua a perda de competitividade do Alojamento Classificado – não se vislumbra inovação na Parceria entre Politica de Turismo e Iniciativa Privada que a possa reanimar.

Não é surpresa que a percentagem de desempregados no Algarve seja a maior no País e que a Região empobreça, desde 2009. Estranha é a percepção de uma Região onde domina a ilusão de um “inquestionável acesso à prosperidade adquirida” e a incapacidade em reagir: CCDRA, ERTA, ATA, Universidade, Municípios, Associações Empresariais e outras instituições suportam os sacrifícios, sem a menor erupção de energia para MUDAR.

A exigência da Politica Que Falta à Economia do Turismo do Algarve devia partir de uma iniciativa de base regional e não de simples livre-pensador.



Þ     Algarve: Criar Valor a Partir de Activos Existentes

Temos de partir da realidade do Alojamento Turístico Classificado e do Alojamento Turístico Privado (Casas do Tempo Livre de Propriedade Privada, em utilização exclusiva, exploração turística e misto de utilização pelo proprietário e exploração. O gráfico seguinte ilustra a realidade:

Fonte: Elaboração Própria, com base em INE – Recenseamentos da Habitação e AHETA

Perante esta realidade e com base nos números do Turismo na Balança de Pagamentos, a Politica de Turismo tem de dar prioridade absoluta

·          ao Marketing & Vendas do Alojamento Turístico Classificado,

·          a Acções inovadoras, que criem valor a partir dos 145.000 Fogos de Uso Classificado, que são investimento de mais de 100.000 famílias portuguesas e estrangeiras.

A Politica de Turismo não pode continuar culturalmente (repito: culturalmente) “capturada” pelos Estabelecimentos Hoteleiros, tolerando, ignorando ou hostilizando “a imobiliária” – esta foi a Politica de Turismo dos últimos quarenta anos e veja-se quão benéfica (sic) foi para o Alojamento Classificado.



Þ     Portugal: Economia do Turismo e Balança de Pagamentos

O indicador das Receitas de Turismo na Balança de Pagamentos é o que melhor ilustra a diferença entre duas realidades:

·          a Economia “real” do Turismo,

·          a contribuição do Alojamento Turístico Classificado para esta balança.

O valor desta contribuição tem de ser estimado. Com efeito, apenas dispomos do valor dos Proveitos do Alojamento Turístico Classificado, que inclui as receitas de Residentes em Portugal em Alojamento, Alimentação e Bebidas, Eventos, Aluguer de salas e similares. A nossa estimativa, baseada na comparação de números e no bom senso, indica que a Contribuição do Alojamento Turístico Classificado representa cerca de 35% do total das Receitas de Turismo na Balança de Pagamentos – com tanta gente a estudar e investigar Turismo, não encontrámos estimativa mais científica do que esta.

O quadro seguinte ilustra a evolução 2000/2011 dos dois “indicadores possíveis)


Fonte: AHETA, com base em INE e Banco de Portugal

O Quadro seguinte apresenta a evolução percentual de três indicadores:

·          Receitas de Turismo na Balança de Pagamentos,

·          Proveitos Totais do Alojamento Turístico Classificado [ver observação anterior]

·          Dormidas de Residentes no Estrangeiro no Alojamento Classificado.

Podemos observar que, entre 2000 e 2011,

·          as Receitas de Turismo na Balança de Pagamentos crescem 42.4% e as Dormidas de Residentes no Estrangeiro 8.2% - esta diferença parece indiciar ser cada vez mais importante a contribuição. para as Receitas de Turismo na Balança de Pagamentos, de Não Residentes, alojados no Alojamento Turístico NÃO Classificado.

           
Fonte: AHETA, com base em INE e Banco de Portugal


Þ     Que Fazer No Período de Após Crise de 2008/2009?

Em 2012, há circunstâncias novas que obrigam o Governo a identificar e fomentar a Economia “real” do Turismo, para além da contribuição dos turistas alojados no Alojamento Turístico Classificado. Esta Economia “real” é condição determinante para

·          aumentar significativamente o valor das Receitas de Turismo na Balança de Pagamentos,

·          ir mais além em valores não explicitados: Investimento Directo de Não Residentes em Casas do Tempo Livre e Transferências do Exterior para Reformados Imigrantes do Tempo Livre,

·          relançar a Economia Turístico Residencial do Algarve, simplesmente a que mais contribui para as Transferências de Recursos do Exterior.

Apoiar e Fomentar a Economia “real” do Turismo exige que o Governo

·          ultrapasse os Estrangulamentos Culturais, que ainda limitam a actual Politica de Turismo, como limitaram a dos Governos que os antecederam,

·          inove com o dinamizar das Novas Dinâmicas da Economia do Turismo,

·          com urgência, aprove um Programa Para a Competitividade da Economia do Turismo do Algarve.

  

b)Estrangulamentos Culturais



Þ     Uma Criação do Espírito

Os Estrangulamentos Culturais são puras criações do espírito humano, quando
enclausurado numa visão cada vez mais redutora de Turismo,

·          se recusa a ver a realidade da Economia do Turismo, fora dessa clausura e reforça os conceitos que a excluem,

·          conjuga uma politica conservadora (no sentido negativo e transversal da palavra: da esquerda à direita políticas,) com toda a nebulosa dos Serviços Centrais e Regionais de Turismo, interesses empresarias aconchegados na clausura e uma sociedade civil dela pouco independente.

Ao Politico que chega, tudo isto parece ser o fundamental e ter força. Tarde demais percebe que não ousou  ultrapassar meros Tigres de Papel.

  

Þ     Seis Estrangulamentos a Ultrapassar

No Documento de Trabalho de apoio a este post, analisamos, em detalhe seis Estrangulamentos Culturais:

·          Viajar e Turismo: Consequências Politicas

·          Perenidade e Diferença das Modalidades de Viagem

·          Viagem de Estadia, Turismo Residencial e Estadia/Residência de Reformados

·          Viagem Para Estanciar e Concentração da Procura/Oferta

·          Viagem de Estadia, Concentração da Procura/Oferta e Dinâmica Turística e Residencial 

·          Viagem Para Estanciar e Dispersão da Procura/Oferta

 Do ultrapassar os seis Estrangulamentos Culturais resulta um corolário: a Economia do Turismo deve ser objecto de avaliação pelo Sistema Estatístico Nacional, e de posicionamento profissional junto do sistema politico e administrativo e da opinião pública influente


c)A Politica Que Falta à Economia do Turismo do Algarve



Þ     Ultrapassar os Estrangulamentos Culturais

Nenhum Governo consegue definir e aplicar a Politica que falta à Economia Turístico Residencial do Algarve, sem ultrapassar os Estrangulamentos Culturais, que limitam o âmbito da sua Politica de Turismo ao Conceito Redutor herdado do passado.

Ultrapassar os Estrangulamentos Culturais não exige meios financeiros, apenas decisões ao alcance de políticos que queiram mudar o que tem de ser mudado.

Alguém acredita que, no período posterior à Crise 2008/2009, é possível não alterar a Politica da Economia do Turismo, sobretudo quando esta já deu bastas provas da sua inadequação à realidade?



Þ     Fomentar Novas Dinâmicas da Economia do Turismo do Algarve

Ultrapassados os Estrangulamentos Culturais, o Governo fomenta as Novas Dinâmicas da Economia do Turismo:

·          Integração da Cadeia de Valor do Turismo Residencial,

·          Portugal, País Competitivo na Atracção de Reformados Não Residentes,

·          Diversidade e Nova Dimensão da Diáspora Portuguesa.

Como acontece desde Salazar, as grandes decisões estratégicas na Economia do Turismo só pode ser tomadas na esfera de influência do Primeiro-Ministro, uma vez preparadas no seio do actual Ministério da Economia e Emprego. É esta a via a seguir.



Þ     Programa Para a Competitividade de Turismo do Algarve

O Governo tem ainda de decidir, rapidamente, a elaboração de um Programa Para a Competitividade da Economia Turístico Residencial do Algarve. A elaboração exige algum tempo, de modo a ser feita de maneira aberta e virada para a realidade. Não é “mais um estudo” de consultora estratégica, mas sim um Programa de Acções Concretas e muito orientado para a competitividade e ganhos de produtividade.



A Bem da Nação

Albufeira 30 de Março de 2012

Sérgio Palma Brito

TLVT e Oeste defendem importância da Lusolândia | Publituris

TLVT e Oeste defendem importância da Lusolândia | Publituris


Informação Adicional Seria Excelente Para Todos
A ideia da Lusolândia tem cerca de trinta anos. Pelas mais diversas razões, não chegou à fase de Projecto.
Qualquer um de nós só pode desejar felicidade aos promotores, que se propõem elaborar e concretizar um Projecto, certamente adaptado às exigências do mercado do futuro.
Na qualidade curioso que tem acompanhado as notícias sobre a ideia da Lusolândia, o comunicado das duas Entidades Regionais de Turismo não é tranquilizador ao
·          não apresentar o promotor, nem fazer qualquer referência a Estudo de Mercado e Modelo de Financiamento – foi sempre por aqui que a ideia não se concretizou,
·          mencionar que «O projecto visa juntar num só parque temático a componente do turismo e dos Descobrimentos, além de um “muito significativo investimento em alojamento turístico”».
Sobre este último ponto, a informação adicional é ainda mais importante para a credibilidade do Projecto, pois ficamos em saber um dado fundamental
·          o financiamento assenta ou não na mais valia privada da promoção imobiliária de alojamento turístico?
Perguntar não ofende, sobretudo se quem pergunta é um apoiante de um Parque como a Lusolândia.

Albufeira 30 de Março de 2012
Sérgio Palma Brito

Privatização da TAP – Pilotos Têm Direito a 20% do Capital?

Tem havido alarido público sobre o facto do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil reclamar até 20% do capital da companhia aérea, com base num «acordo de 1999».

A questão é relevante pelo privilégio em si e, sobretudo, por o único potencial comprador da TAP descartar partilhar o capital da empresa – neste cenário, o Estado teria de “compensar” os pilotos, segundo a teoria do Direito Adquirido.

Primeira questão: até hoje, o texto do “acordo de 1999” não foi tornado público, o que se estranha, tanto mais que não é mencionado no Relatório e Contas da TAP, do ano de 1999 – o Governo divulga ou não o Acordo?

Segunda questão: em 1999, está em vigor o Decreto-Lei de 1998, que prevê uma OPV “no mercado nacional reservada a trabalhadores da TAP” de “acções da TAP, SGPS, representativas de uma percentagem não superior a 10% do respectivo capital social” – como pode um «acordo de 1999» violar o disposto em Decreto-Lei?

Terceira questão: em 2000, na alteração do processo de reprivatização do que passa a ser a TAP SGPS, um novo Decreto-Lei admite que os trabalhadores podem participar no capital “em contrapartida de créditos resultantes de ganhos de produtividade efectivamente obtidos e atribuíveis à sua prestação de trabalho”, créditos a ser “fixados no quadro da negociação laboral” – esta disposição legal foi aplicada e estes créditos contabilizados?

Quarta questão: o Decreto-Lei de 2000, no Artigo 16º sobre Direitos dos Trabalhadores, dispõe “Os acordos de empresa em vigor na TAP SA, à data da cisão manterão a sua vigência etc.” – é com base nesta disposição legal que se pretende dar base ao «acordo de empresa» de 1999, que viola o Decreto-Lei de 1998?

Quinta questão: as disposições destes Decretos-Lei estão obsoletas e a Privatização da TAP SGPS (ou só TAP SA?) é ou não regulada por um Decreto-Lei elaborado em base zero?

Sexta questão: o SPAC rege-se por regras próprias e pode decidir que “o segredo é a alma do negócio”, mas o Governo tem a obrigação de informar os portugueses – quando o faz?

Será que num País de “rendas e rendeiros”, temos um mini micro rendeiro em cada piloto da TAP?

A Bem da Nação

Albufeira 27 de Março de 2012

Sérgio Palma Brito